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6 julho 26 Norte

Dia Nacional do Arquiteto no Porto com sessão dedicada ao tema "Escalas"

No passado dia 3 de julho, a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitetos assinalou o Dia Nacional do Arquiteto com uma sessão pública na sua sede, no Porto, onde arquitetos e coletivos apresentaram os seus projetos sob o tema "Escalas".
O evento foi também transmitido online através do canal de YouTube da Secção Regional Norte, mantém-se disponível no link.
A sessão contou com a Arqª Célia Mota na apresentação da sessão.
Com o apoio de Ageas Seguros

Esta foi a terceira edição de um formato que a Secção Regional Norte tem vindo a promover, no qual convida os membros da Ordem a submeter propostas de projetos em torno de um tema, para apresentação em cinco minutos, num modelo próximo do pecha kucha. As candidaturas foram aceites por ordem de chegada, sem processo de avaliação nem distinção quanto ao nível de experiência dos autores, e as apresentações seguiram ordem alfabética.

Na abertura da sessão, o presidente do Conselho Diretivo Regional Norte, Bruno Marques, recordou as edições anteriores do formato: a primeira, dedicada à Reabilitação, no âmbito da Semana de Reabilitação Urbana do Porto de 2024, e a segunda, em 2025, centrada no tema da Habitação. Segundo Bruno Marques, o tema deste ano, Escalas, procurou abraçar uma dimensão essencial do ofício da arquitetura, que vai do pormenor construtivo até ao enquadramento de um edifício na cidade, na paisagem e no território.

Ao longo da sessão foram apresentados treze projetos, com origem em diferentes geografias e abordagens a diferentes escalas de intervenção — do detalhe de uma habitação unifamiliar ao gesto urbano de um complexo hospitalar, passando por um pavilhão efémero, exemplos de reabilitação de edifícios com décadas de existência, e projetos com preocupações ecológicas que vão da escala doméstica à de uma central de biomassa. O programa incluiu ainda trabalhos desenvolvidos fora de Portugal, do Brasil ao Iraque, passando pela Arábia Saudita.

Os treze projetos procuraram responder, de formas distintas, a uma mesma questão: como é que a arquitetura articula contextos, estabelece ligações e responde aos desafios do seu tempo, independentemente da escala em que opera.

O arquiteto Fernando Mendes Pinheiro, do atelier A43, mostrou o projeto Boavista Housing, no Porto, e o arquiteto Álvaro Fonseca falou da Casa FSP, também no Porto. O arquiteto Rui Rodrigues, do ARE Architects Studio, apresentou a Farmácia Oliveira, em Vila Nova de Famalicão, e a dupla Marco Alves dos Santos e Joana de Carvalho, do Combo Architects Studio, falaram do seu pavilhão efémero "A Caverna". Daniel Oliveira, do Do Architecture Studio, apresentou o projeto New Tech, Old Basis, no Iraque, e o arquiteto Cristovão Iken deu a conhecer o Empreendimento Novo Parque, em Matosinhos. Seguiu-se Liliana Alves Couto, com o projeto O Abrigo do Avô, em Santa Maria da Feira, e o atelier Pedrêz, com o projeto expositivo "Habitar Portugal 1974-2024", em Lisboa. O arquiteto Raulino Silva falou sobre o edifício onde opera oo seu atelier em Vila do Conde, e Renato Peron apresentou o Projeto Origami, na Bahia, Brasil. Ren Ito mostrou o projeto Álvaro Castelões, em Matosinhos, o arquiteto Nuno Rebelo, da RSO Architecture, apresentou o Hospital Al Ansar, na Arábia Saudita, e o arquiteto Miguel Cabral, da URBAN – Arquitectura e Planeamento, encerrou as apresentações com a Central a Biomassa Caima Go-Green, em Constância.

O espírito destas sessões é dar a conhecer o trabalho dos membros da Ordem, fomentar a troca de ideias e criar um espaço de intercâmbio, no intuito de que a arquitetura ganha sentido adicional quando é partilhada e sai do atelier para se tornar conversa, debate e encontro.

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