12 abril 24 Lisboa e Vale do Tejo
Rede Tagus foi lançada na sede da Ordem dos Arquitectos
A Direção da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo (OASRLVT) e os representantes das direções e coordenações de seis centros de investigação do ensino superior apresentaram ontem, 11 de abril, a Rede Tagus.
“Esta iniciativa inédita da OASRLVT”, como referiu Alberto Reaes Pinto, coordenador do CITAD (Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design da Universidade Lusíada) pretende desenvolver esforços e iniciativas comuns relacionadas com a prática profissional e a investigação e pesquisa em arquitetura, território, cidade, urbanismo e design.
Com recursos, escalas e percursos diferentes, os representantes dos seis centros de investigação salientaram o papel que a OASRLVT pode desempenhar numa aproximação e mesmo “federação” das pesquisas universitárias, na ligação com os temas e problemas da profissão arquitetónica, da sua abrangência contemporânea e da importância relativamente à política territorial, ecológica, ambiental e habitacional.
Filipa Ramalhete, diretora do Centro de Estudos de Arquitetura, Cidade e Território da Universidade Autónoma de Lisboa, recordou que este lançamento se fez no aniversário do arquiteto Manuel Graça Dias (nascido a 11 de abril de 1953 e autor do projeto da sede da Ordem) e enfatizou, como outros participantes, que as parcerias se fazem, muitas vezes, pelo conhecimento e estima pessoais entre investigadores, e que uma dimensão institucional é necessária e bem-vinda.
“Seria muito útil pensar numa chancela da Ordem ligada à investigação, que se prolongasse no tempo e que servisse para credibilizar as parcerias”, referiu.
Os representantes dos centros falaram sobre as linhas atuais de investigação e das suas preocupações com o desenvolvimento da profissão. João Pedro Costa, presidente do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, lembrou a dificuldade em vincular os jovens investigadores a lugares estáveis na academia, apesar dos seus currículos muito bons.
Pedro Novo, presidente da OASRLVT, tinha aberto a sessão, salientando “o momento inusitado de um princípio prometedor de relação” entre a Ordem e os centros para pesquisas futuras “sobre a cidade, a arquitetura e o território”.
A sessão foi moderada por Lia Vasconcelos (MARE/NOVA FCT) e, além de João Pedro Costa, Alberto Reaes Pinto e Filipa Ramalhete, reuniu à mesa Teresa Valsassina Heitor (diretora do Centro de Investigação em Território, Urbanismo e Arquitetura do IST), Paulo Tormenta Pinto (diretor do DINÂMIA-CET/ISCTE) e Carlos Guimarães (diretor do Arq.iD da Universidade Lusófona).