O Dia Nacional do Arquiteto, comemorado a 3 de julho, visa celebrar anualmente a função social, a dignidade e o prestígio da profissão de arquiteto em Portugal, assinalando a data de publicação do Estatuto da Ordem dos Arquitectos, a 3 de julho de 1998, assim como a data de revogação do Decreto 73/73 com a publicação da Lei 31/2009, a 3 de julho de 2009.
Mensagem do Presidente da República no Dia Nacional do Arquiteto 2026
Dia Nacional do Arquiteto 2026
Caras Arquitetas e Caros Arquitetos,
A Ordem dos Arquitetos assinala mais um aniversário e este ano a celebração ocorre num momento particularmente feliz. Poucos dias depois de o arquiteto Eduardo Souto de Moura receber a Medalha de Ouro da União Internacional de Arquitetos, a mais alta distinção atribuída pela UIA.
O arquiteto Souto de Moura é o segundo português a ser distinguido, depois de Álvaro Siza Vieira, num reconhecimento que ambos partilham, de resto, com o Prémio Pritzker.
É mais uma confirmação de que a arquitetura portuguesa ocupa um lugar cimeiro à escala mundial.
Um país com a nossa dimensão ter dado ao mundo uma tão notável linhagem de criadores diz muito sobre a nossa cultura arquitetónica feita de rigor, de sobriedade e criatividade.
A todos os arquitetos portugueses, e de modo especial a Eduardo Souto de Moura, deixo as minhas mais sentidas felicitações. O seu talento honra Portugal.
Esta celebração é também a ocasião para reconhecer o papel da Ordem dos Arquitetos e dos profissionais que representa.
Cada casa ou espaço público bem pensado é uma contribuição concreta para a qualidade de vida das pessoas e para um ambiente construído mais sustentável e mais humano.
Deste modo, ao defender a arquitetura, a Ordem está a proteger um direito e o bem comum de todos os portugueses, além de zelar pela dignidade da profissão.
É uma missão que se confronta com novos desafios.
A transformação digital e a inteligência artificial entram, também elas, no atelier do arquiteto, e trazem consigo ferramentas de extraordinário poder. São capazes de calcular, simular e antecipar cenários como nunca foi possível.
É certo que a profissão acolhe estas ferramentas em benefício de melhores projetos e de melhores decisões. Contudo, importa ter presente que o silício pode ampliar as capacidades do arquiteto, mas não consegue substituir aquilo que o define: a criatividade, a sensibilidade, o sentido ético e a visão humana de quem concebe um lugar para ser habitado.
Termino com uma saudação ao Presidente do Conselho Diretivo Nacional, o arquiteto Avelino Oliveira, e, através dele, a todos os arquitetos de Portugal.
Estou certo do vosso empenhamento, exigência e inspiração para um país mais belo, mais habitável e mais à medida de quem nele vive.
António José Martins Seguro
Texto original:
Mensagem do Presidente da Ordem dos Arquitectos no Dia Nacional do Arquiteto 2026
Caras e caros Colegas,
Nesta data em que se celebra o Dia Nacional do Arquiteto partilho com todos os membros da Ordem dos Arquitectos a mensagem que Sua Excelência, o Presidente da República, nos dirigiu assinalando esta efeméride.
Permitam-me recordar neste 3 de julho de 2026, que a data surge da coincidência de dois momentos fundamentais da história recente da nossa profissão separados por onze anos. Em 3 de julho de 1998, o Decreto-Lei n.º 176/98 criou a Ordem dos Arquitectos e aprovou o seu primeiro Estatuto e em 3 de julho de 2009, a Lei n.º 31/2009 estabeleceu um novo regime de qualificações profissionais para a elaboração de projetos, a fiscalização e a direção de obra, revogando o Decreto n.º 73/73.
Esta coincidência encerra, simbolicamente, um ciclo decisivo, a criação da Ordem representou o reconhecimento, por parte do Estado, da maturidade da profissão e da sua evidente dimensão de interesse público, e, a revogação do Decreto n.º 73/73 veio consolidar a responsabilidade qualificada dos arquitetos na elaboração dos projetos de arquitetura ultrapassando um regime que, durante décadas, permitira a diferentes profissionais, que não os arquitetos, subscrever projetos de edifícios.
Foi uma evolução longa, nem sempre fácil e ainda hoje incompleta. Uma evolução construída através do trabalho persistente de sucessivas gerações de arquitetos que nunca deixaram de defender a autonomia, a dignidade e a responsabilidade pública da arquitetura.
Desde então, a profissão transformou-se profundamente. Aumentou de forma muito significativa o número de arquitetos, multiplicaram-se as escolas e os modelos de exercício profissional, surgiram novas áreas de intervenção e alargaram-se as competências exigidas a quem trabalha sobre o território, as cidades, os edifícios e os espaços que habitamos.
Este crescimento foi também impulsionado por uma geração excecional que, através da qualidade do seu trabalho, conquistou simultaneamente o reconhecimento nacional e internacional. A arquitetura portuguesa tornou-se uma referência pela inteligência das suas soluções, pelo rigor dos seus métodos, pela atenção ao lugar, pela cultura construtiva e pela capacidade de trabalhar com meios frequentemente limitados sem abdicar da qualidade.
Neste ano, o DNA coincide também com o Congresso Mundial dos Arquitectos da União Internacional dos Arquitectos, realizado em Barcelona, onde mais uma vez, a arquitetura portuguesa ocupou um lugar central no panorama internacional através dos seus autores, das suas obras e da diversidade das suas práticas, com destaque para a atribuição da Medalha de Ouro UIA 2026 a Eduardo Souto de Moura através da candidatura da Ordem dos Arquitectos.
Assim, em 2026, comemoramos de forma coletiva todos os que contribuíram para esse percurso, celebramos os que projetam, planeiam, investigam, ensinam, gerem, fiscalizam, coordenam, divulgam e trabalham diariamente para melhorar os lugares onde vivemos.
Celebramos a história, mas sobretudo o futuro, que deve continuar a ser desenhado pelos arquitetos, com a sociedade e ao serviço do interesse público.
Feliz Dia Nacional do Arquiteto.
Avelino Oliveira
Presidente do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitectos
Dia Nacional do Arquiteto 2025
O Conselho Diretivo Nacional, no uso das suas competências, delibera homenagear, em 2025, pelo seu testemunho exemplar, o Arquiteto João Luís Carrilho da Graça, membro honorário da Ordem dos Arquitectos desde 2015, pelo seu percurso profissional e o reconhecimento social com que vem exercendo a profissão de arquiteto desde 1977.
João Luís Carrilho da Graça (Portalegre, 1952)
Diplomado pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1977, João Luís Carrilho da Graça desenvolve desde então uma atividade profissional marcada por grande rigor e coerência, criando uma linguagem própria e profundamente enraizada nas especificidades de cada projeto.
Essa abordagem valeu-lhe, em 2008, a distinção com o Prémio Pessoa, que reconheceu a forma como, ao longo de mais de 30 anos, construiu uma obra sólida e coerente.
Na sua prática arquitetónica, Carrilho da Graça revela uma visão profundamente consciente do papel social da arquitetura. Em entrevista concedida a Anabela Mota Ribeiro, também em 2008, afirmou:
“É extremamente importante que a arquitetura consiga cumprir a sua função social. Estamos num mundo com um nível de desequilíbrio tão elevado que ninguém pode trabalhar com consciência sem ter isso em linha de conta.”
Esta consciência crítica reflete-se na sua obra e na sua presença cívica, sempre atento ao contexto urbano, cultural e humano dos espaços que desenha.
(...) Mantém uma relação próxima com a Ordem dos Arquitectos, de que é Membro Honorário desde 2015, sendo presença ativa nos debates mais críticos da profissão, contribuindo de forma generosa e comprometida para a defesa dos valores da arquitetura e da dignidade do exercício profissional.
A obra de João Luís Carrilho da Graça está amplamente publicada em livros e revistas de arquitetura, sendo objeto de estudo e referência tanto em Portugal como internacionalmente, atestando a sua influência e a relevância duradoura do seu pensamento e prática arquitetónica. (...)
Assim, sugerimos aos arquitetos portugueses que celebrem a data em conjunto, num tributo coletivo que é devido à valorização da profissão, e em particular às futuras gerações para quem todos os dias desenhamos cidades.
A cerimónia de homenagem realiza-se no dia 3 de julho, às 18h00, no Pavilhão Julião Sarmento, na Av. da Índia 172, Lisboa.
PROGRAMA
18h00 – Receção dos convidados e chegada das entidades oficiais
18h30 – Início da cerimónia
Boas-vindas institucionais por Dr.ª Isabel Carlos, Diretora do Pavilhão Julião Sarmento
Abertura oficial da cerimónia por Arq.º Avelino Oliveira, Presidente da Ordem dos Arquitectos
Apresentação do homenageado por Arq.º Jorge Spencer
Intervenção do Homenageado
Encerramento solene da cerimónia com leitura da mensagem de Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, por Arq.º Avelino Oliveira, Presidente da Ordem dos Arquitectos
19h35 – Cocktail e convívio com os convidados
21h00 – Encerramento
*Um especial agradecimento aos patrocinadores que se associam à programação do DNA’25:
Patrocinadores oficiais: AGEAS Seguros | ARQUIA Banca
Parceiro Projeto da Ordem dos Arquitectos: LIFTECH
Parceiro Institucional: Pavilhão Julião Sarmento | EGEAC Lisboa Cultura.
Dia Nacional do Arquiteto 2024
A celebração do DNA - Dia Nacional do Arquiteto - foi estabelecida pela Ordem dos Arquitectos em 2009, para celebrar “a função social, a dignidade e o prestígio da profissão de arquiteto em Portugal". O Dia Nacional do Arquiteto é, portanto, uma ocasião que nos leva a sublinhar o papel socialmente decisivo de todos os arquitetos que, nas suas inúmeras atividades, contribuíram e continuam a contribuir para a promoção da arquitetura, a salvaguarda qualificada do território, a defesa do património e a construção de um mundo mais sustentável.
Este ano, o homenageado será o arquiteto, pintor, ilustrador e cartoonista João Abel Manta, membro n.º 85 da Ordem dos Arquitectos, que possui uma obra significativa e a particularidade de ser um colega com um trabalho marcado com os valores da democracia e de um ecletismo profissional assinalável. Os projetos em que participou João Abel Manta estão registados nos livros de arquitetura, mas os seus desenhos do período anterior e posterior ao 25 de abril estão vincados nas memórias dos portugueses e tatuados na nossa história coletiva.
Assim, sugerimos aos arquitetos portugueses que celebrem a data em conjunto, num tributo coletivo que é devido à valorização da profissão, e em particular às futuras gerações para quem todos os dias desenhamos cidades.
Um especial agradecimento aos patrocinadores que se associam à programação do DNA’24:
KIT DE SOCIAL MEDIA
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Programa
Lisboa
Homenageado - João Abel Manta
Palácio Anjos – Centro de
Arte Contemporânea
Alameda Hermano Patrone
1495-064 Algés
Dia 03 de Julho, 18:30h
Secção Regional da Madeira
Palestra sobre arquitetura, impacto paisagístico e o papel do arquiteto
Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos
3 de julho pelas 11h00
Secção Regional do Centro
Open Call Exposição «Arquitetas da nossa casa»
3 de julho
Secção Regional do Algarve
Dia Nacional do Arquiteto, Algarve
3 de julho pelas 17h30
Secção Regional do Alentejo
Tertúlia "A importância de trabalhar com um arquiteto"
Dia 10 julho pelas 18h na sede da secção