Aconteceu a 12 de março de 2026 no Auditório da Reitoria da Universidade Nova, Campus de Campolide
1. Momento de Receção
No dia 12 de março de 2026, o Auditório da Reitoria da Universidade Nova, no Campus de Campolide, recebeu a cerimónia de receção aos novos membros da SRLVT da Ordem dos Arquitectos. O encontro marcou a entrada formal de uma nova geração na profissão, reunindo recém-arquitetos e arquitetas, membros da Ordem, convidados e representantes institucionais num momento de encontro e partilha.
A receção começou com um momento de convívio informal, que permitiu aos participantes reencontrarem colegas, conhecerem novos profissionais e trocarem impressões sobre o início deste novo percurso na arquitetura. Num ambiente descontraído, acompanhado por um beberete, o espaço da Reitoria transformou-se num ponto de encontro de jovens arquitetos, reforçando o espírito de comunidade e de pertença à Ordem.
2. Performance dos Espacialistas
A receção contou com a participação dos Espacialistas, convidados especiais que criaram para o momento a performance visual e sonora “Assistência Artística à Obra”. A intervenção propôs uma reflexão sobre a profissão, sobre o quotidiano do trabalho em obra e sobre as pessoas frequentemente invisíveis que nele participam.
Ao longo da performance, imagens foram projetadas nas paredes da Reitoria enquanto um texto evocava os significados da arquitetura e o pensamento que a sua prática exige. Num dos momentos da intervenção, o público foi convidado a participar através de um breve exercício coletivo, que procurou trazer consciência ao corpo e à relação entre o corpo, o espaço e a obra.
A ação estendeu-se assim para além da observação, envolvendo os presentes numa experiência partilhada que reforçou a dimensão física e humana do fazer arquitetónico.
3. Martim Sousa Tavares – “Arquitetura e Música”
No Auditório, o maestro Martim Sousa Tavares apresentou “Arquitetura e Música”, uma intervenção dedicada às relações e paralelismos entre estas duas disciplinas. A partir de exemplos e referências de ambos os campos, refletiu sobre a forma como música e arquitetura partilham princípios de composição, organização e construção.
A apresentação, que combinou palavra e música, abordou as proximidades entre os processos criativos das duas artes, destacando elementos como ritmo, estrutura e forma. Ao longo da sessão, o maestro procurou mostrar como estas linguagens, embora distintas nos seus meios, podem dialogar na forma como organizam o tempo, o espaço e a experiência de quem as vive
4. Conversa com os convidados
Num terceiro momento, o palco abriu-se para uma conversa entre Martim Sousa Tavares, Os Espacialistas — Luís Baptista e Diogo Castro — e a moderadora, a arquiteta e realizadora Sara Nunes, da Building Pictures. O diálogo reuniu diferentes perspetivas sobre criação, prática profissional e a relação entre disciplinas artísticas.
Ao longo da conversa, os convidados refletiram sobre a dimensão física da arquitetura e sobre a experiência do corpo no espaço, particularmente no contexto da obra. Foram abordadas as relações entre quem projeta, quem constrói e quem ocupa o espaço, sublinhando a importância de reconhecer os gestos, os movimentos e a presença humana no processo de construção.
Martim Sousa Tavares abordou também a relação entre música e espaço, sublinhando de que forma a arquitetura influencia e molda a experiência sonora. Como exemplo, referiu a Casa da Música, destacando a forma como o edifício foi concebido pelo arquiteto e como essa conceção se reflete na maneira como os músicos se relacionam com o espaço. Salientou ainda a importância da configuração arquitetónica na criação de uma relação particular entre intérpretes, público e sala, evidenciando como o espaço participa ativamente na experiência musical.
A conversa cruzou assim diferentes olhares sobre arquitetura, música e prática artística, promovendo uma reflexão sobre o modo como estas disciplinas se encontram na experiência sensorial e física do espaço.
5. Entrega de diplomas
O momento solene no Auditório teve início com as intervenções do presidente da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Pedro Novo, e do presidente da Ordem dos Arquitectos, Avelino Oliveira, que dirigiram palavras de boas-vindas aos novos membros. Nas suas intervenções, assinalaram a importância deste momento de entrada na profissão e destacaram o valor de pertencer à Ordem enquanto espaço de representação, partilha e defesa da prática da arquitetura. Num contexto profissional marcado por desafios exigentes, sublinharam também as oportunidades e os novos caminhos que se abrem para as gerações mais jovens de arquitetos e arquitetas.
A cerimónia culminou com a entrega dos diplomas aos novos membros, um gesto simbólico que assinala o início de um novo percurso profissional e a integração na comunidade da Ordem dos Arquitectos. Num ambiente de celebração e reconhecimento, os recém-arquitetos e arquitetas foram chamados ao palco para receber o diploma perante colegas, convidados e representantes institucionais, marcando formalmente a sua entrada na vida profissional.